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Corpografias expostas

Em traços e medidas de intimidades Everton David e Luana Rodrigues apresentam ‘Corpografias expostas’, uma coletiva com aproximações pautadas em experiências pessoais. Na verdade, um ponto de partida para falar da condição humana na contemporaneidade, sobretudo como a sociedade afeta a individualidade. O que fazem é incorporar em visualidades questões que transitam entre corpo e alma. São obras que falam do existencial, de patologias e do psicológico.

 

Everton David constrói metáforas misturando mapassentimentoscartografias-corpoemoçõesrelacionamentos... e oferece territórios imaginários que, através do corpo grafado, do coração exposto, apontam tanto a cura quanto a dúvida sobre o que nos adoece a alma.

 

Já no trabalho de Luana Rodrigues as obras partem de um antes, uma zona de sacrifícios, que antecede o "belo" institucionalizado pelo mercado e a mídia. E nos deixa no depois... A ler agressivas inscrições corporais e a completar vazios em corpos destituídos de identidade. Obras em que a verdade se revela imperativa.

 

O corpo na arte pode se revelar sublime ou repugnante (dentre outras instâncias), coube a esses artistas exercerem uma escrita enquanto sintoma, e a nós sintonizar na frequência que melhor nos expõe.

Por Flaw Mendes 

Coletiva 'Corpografias expostas'

Galeria Archidy Picado, João Pessoa, 2018

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